Mulheres são nove vezes mais atingidas pelo Lúpus


A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que 65 mil pessoas tenham lúpus no país, a maioria mulheres, já que elas são nove vezes mais atingidas do que os homens. Embora mais frequente em torno dos 20 ou 30 anos, a doença também pode acometer crianças e idosos. Mais de 95% dos pacientes têm inflamação nas juntas, já que as mãos são particularmente prejudicadas.


De acordo com o infectologista Dr. Jaime Rocha, o lúpus é uma doença autoimune provocada por um desequilíbrio do organismo, que passa a produzir anticorpos que atacam as proteínas das células, erroneamente identificadas como prejudiciais à saúde. Os sintomas podem aparecer progressivamente ou evoluir de forma rápida e, por serem tão diferentes, tornam o tratamento difícil.

“A doença pode apresentar, no começo, sintomas como emagrecimento, lesões cutâneas, dor nas juntas, queda de cabelo, aftas, febre, perda de apetite e fraqueza. O rim também pode ser comprometido, desencadeando a insuficiência renal, a mais grave das consequências ocasionadas pelo lúpus”, revela o especialista.

Rocha lembra que, quem tem lúpus, deve sempre ter a carteira de vacinação em dia, já que a imunização aumenta as defesas do corpo. As vacinas mais importantes são as contra a pneumonia pneumocócica e as contra o vírus da gripe.
A causa do lúpus ainda é desconhecida e, segundo o infectologista, existem fatores precipitantes, como a exposição ao sol, infecções, estresse emocional, cirurgias e gravidez. Os quadros mais preocupantes da doença são os comprometimentos do coração, cérebro, rins e das plaquetas. Se não identificados ou tratados precocemente, podem levar à perda do rim ou até à morte.

São dois os tipos de lúpus mais frequentes: o cutâneo e o sistêmico. O primeiro atinge a pele, sem comprometer os órgãos internos. O aparecimento de manchas avermelhadas principalmente na região do colo, orelhas e nas maçãs do rosto e no nariz – estas últimas no formato de asa de borboleta –, é uma manifestação cutânea característica da doença. Já o lúpus sistêmico costuma atingir, além da pele, diferentes órgãos, membranas e grandes articulações.

O lúpus é diagnosticado por uma avaliação clínica e pela realização de alguns exames de sangue, de urina e de imagem. A dosagem do fator de anticorpos antinucleares (FAN) é uma importante ferramenta para um diagnóstico preciso. “Este exame laboratorial deve ser feito sob recomendação do médico e acompanhado de outras análises”, explica Rocha.

A definição do tratamento vai depender das principais queixas do paciente e das manifestações clínicas da doença. O tratamento pode variar em intensidade e tempo de duração. O mais comum é a utilização de anti-inflamatórios não hormonais, cortisona ou imunossupressores.

A proteção solar também é recomendada aos pacientes, já que o sol pode piorar alguns dos sintomas dermatológicos. Além disso, é essencial manter as taxas de colesterol em níveis normais, elevar a dose de vitamina D e adotar uma nutrição balanceada. “Por ser uma doença crônica, é essencial o acompanhamento regular, que deve ser definido de acordo com o nível de atividade e a evolução do lúpus”, finaliza o infectologista.
 



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