O corrimento genital na infância é uma das principais causas de consulta ginecológica na infância e um motivo de grande preocupação para os pais. De fato, não é esperado a saída de secreção durante essa fase, sendo que a origem do problema é multifuncional e mesmo que ele tenha uma solução simples, é um assunto que merece muito cuidado.
Para ajudar os pais no cuidado com a saúde das meninas, e orientar aqueles que perceberam algum tipo de corrimento, preparamos esse artigo. Aqui, explicamos as causas da complicação, quais os cuidados para evitar o problema, e como saber a hora certa de procurar um médico. Siga a leitura com a gente!
O que é exatamente, o corrimento em criança?
O corrimento na criança é a saída de corrimento vaginal nas meninas que ainda não passaram pela menarca. Espera-se que a produção da secreção aconteça após a primeira menstruação — que é comum ocorrer entre 9 e 16 anos — já que é quando se inicia o amadurecimento reprodutivo da garota.
Caso ocorra antes, é preciso procurar um ginecologista para identificar a causa e iniciar o tratamento. A substância fluida pode ter diferentes cheiros, texturas — ser pegajosa ou aguada — e cores, sendo que cada coloração indica algum problema vaginal.
O que pode causar o corrimento vaginal na criança?
O aparecimento da secreção na criança pode ter motivos variados, e o primeiro passo para descobri-los é agendar uma consulta de análise com um ginecologista infanto-juvenil ou pediatra. Normalmente, a saída da secreção é ocasionada por:
Anatomia da região genital
A vagina da criança é mais curta, mais próxima do ânus (em comparação às adultas), não têm pelos e nem hormônios femininos que contribuem como defesa contra os corrimentos. Por isso, a anatomia infantil da vagina pode causar o problema.
Higiene incorreta da região genital
Por estarem descobrindo o mundo e terem menos destreza motora, muitas crianças não entendem a importância e nem sabem a forma correta da higienização íntima. Algumas não secam a vagina após urinar ou evacuar e até mesmo deixam resquícios de fezes e/ou papel higiênico na região genital.
Transporte de bactérias para os órgãos sexuais
Meninas que apresentam infecções respiratórias, de pele ou gastrointestinais podem levar microorganismos destas áreas para a região genital ao manusear as partes íntimas.
Uso frequente de alguns medicamentos
Antibióticos ou corticoides podem favorecer a presença de fungos, o que pode desenvolver corrimento e coceira.
Abuso sexual
Infelizmente essa pode ser a causa da contaminação vaginal na criança. Em alguns casos, é importante excluir essa hipótese, mas para isso, é preciso procurar um especialista para análise íntima da garota.
O que cada tipo de corrimento em criança pode significar?
Assim como nas adultas, o corrimento vaginal na infância pode ter diversas cores e aspectos, e cada uma das características indica diferentes problemas genitais. Confira abaixo as colorações mais comuns nas crianças e o que cada uma delas representa.
- Corrimento branco: principalmente se associado a coceira, pode indicar candidíase;
- Corrimento amarelo: pode ser caso de tricomoníase, clamídia (ambas doenças sexualmente transmissíveis) ou objetos que a criança pode ter inserido na vagina;
- Corrimento amarelo esverdeado: pode representar infecções da vulva e da vagina (vulvovaginite) e;
- Corrimento marrom: caso a menina esteja próxima da idade de menarca, pode indicar início da menstruação.
Saiba mais: Quando é a hora de procurar um ginecologista?
Quais os cuidados para evitar ou perceber o corrimento infantil?
Para evitar o corrimento vaginal na criança, é muito importante se atentar à higiene e às condições físicas da região genital. Oriente a garota a sempre se limpar de frente para trás com o papel higiênico — independente se urinou ou evacuou — e disponibilize um sabonete glicerinado de pH neutro para a higienização íntima no banho.
Não vestir calças e roupas apertadas ou de tecidos sintéticos nas crianças, não permitir que a menina fique horas com biquínis ou maiôs úmidos e optar por calcinhas de algodão, também são hábitos que evitam a secreção infantil. Porém, para tratar qualquer caso da doença, é indispensável a procura por um especialista para diagnosticar as causas.
Por isso, os pais ou responsáveis devem sempre estar atentos aos sinais: qualquer queixa de coceira, ardência e vermelhidão genital devem ser avaliadas pelo ginecologista. Além disso, é muito importante que os pais observem diariamente a calcinha da criança para avaliar se há o corrimento. Se for o caso, a procura pelo profissional deve ser imediata.
Como é feito o diagnóstico e tratamento?
O primeiro passo é a consulta médica. É importante que a criança seja examinada, de preferência por um ginecologista infanto-juvenil, profissional especializado nos cuidados com a região íntima das meninas, sejam crianças ou adolescentes.
Em muitos casos, pode ser solicitada a coleta da secreção para análise microscópica, e a maioria dos corrimentos melhora após o início do tratamento — que pode ser com pomada, banhos de assento ou uso de sabonetes com ação bacteriana — e principalmente após a adoção de hábitos de higiene corretos que devem ser sempre estimulados pelos pais.
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